O SRO está redefinindo a arquitetura de dados das seguradoras

Entenda por que o Sistema de Registro de Operações da SUSEP e o avanço do Open Insurance estão obrigando seguradoras a repensar integração, dados e governança tecnológica.

 

O SRO (Sistema de Registro de Operações) é um tema que estará presente na agenda de centenas de instituições do mercado de seguros nos próximos anos.

Criado pela SUSEP, o sistema tem como objetivo centralizar e padronizar o registro das operações realizadas pelas instituições supervisionadas, permitindo maior transparência, rastreabilidade e eficiência na supervisão do mercado.

Ao mesmo tempo, o setor também vive outra transformação estrutural: a evolução do Open Insurance, iniciativa que permite o compartilhamento de dados de seguros entre instituições autorizadas pelos próprios clientes.

Embora tenham objetivos diferentes, essas duas iniciativas trazem um impacto comum para seguradoras e entidades de previdência: a necessidade de estruturar melhor suas arquiteturas de dados e integração.

 

O que é o SRO no mercado de seguros

O SRO (Sistema de Registro de Operações) foi criado com o objetivo de consolidar informações relacionadas às operações realizadas pelas instituições supervisionadas pela SUSEP.

Na prática, o sistema permite registrar e acompanhar todas as movimentações relacionadas ao ciclo de vida de produtos de seguros, previdência e capitalização.

Entre os eventos que podem ser registrados estão, por exemplo:

  • contratação de apólices
  • alterações contratuais
  • registros de sinistros
  • cancelamentos
  • movimentações financeiras relacionadas aos contratos

Essas informações são enviadas para registradoras autorizadas, que armazenam os dados e os disponibilizam para a SUSEP.

 

Como funciona a arquitetura do SRO

O funcionamento do sistema envolve diferentes etapas dentro do ecossistema regulatório.

Fluxo de funcionamento do SRO

  • Seguradoras registram suas operações
  • Os dados são enviados para registradoras autorizadas
  • As registradoras validam e armazenam as informações
  • Os dados são compartilhados com a Plataforma Integrada da SUSEP para fins de supervisão do mercado

(As registradoras são empresas responsáveis por operar os sistemas que recebem, validam e armazenam as informações enviadas pelas seguradoras.)

Esse modelo cria um ambiente estruturado de dados que permite maior visibilidade das operações do mercado segurador.

 

Fique por dentro das últimas notícias

 

Quem precisa adotar o SRO

De acordo com a regulação da SUSEP, o SRO é obrigatório para todas seguradoras, entidades de previdência complementar aberta, sociedades de capitalização e resseguradoras

Na prática, isso significa que centenas de instituições precisam estruturar processos e sistemas capazes de enviar dados padronizados ao sistema regulatório.

 

A evolução do SRO e a chegada da versão 3

O SRO foi introduzido em 2019 e vem evoluindo desde então. Em março de 2026, a SUSEP implementou a versão 3 do sistema, trazendo mudanças importantes na forma como as informações são estruturadas e enviadas.

Entre as principais novidades estão:

Novo layout de dados

A nova versão reorganizou completamente os campos de informação, criando regras mais claras sobre:

  • obrigatoriedade de preenchimento
  • padronização dos dados
  • estrutura das informações enviadas

Isso torna o envio mais simples, mas exige que as instituições revisem seus mapeamentos de dados.

 

Otimização no envio de informações

Outra mudança importante foi a otimização da frequência de envio de dados.

Antes, movimentações como:

  • prêmios
  • sinistros
  • contribuições

eram reportadas individualmente.

Agora, passam a ser enviadas por meio de campos totalizadores, o que melhora o desempenho do sistema e racionaliza o envio de informações.

 

Expansão do escopo regulatório

A agenda regulatória do SRO ainda não está concluída.

Nos próximos anos, novas circulares devem ampliar o escopo do sistema para incluir temas como:

  • risco estruturado
  • capitalização
  • previdência
  • assistência financeira

A expectativa é que essa agenda evolutiva continue até 2027.

 

SRO e Open Insurance são a mesma coisa?

Essa é uma dúvida muito comum. Embora ambos tratem de dados e integração entre sistemas, SRO e Open Insurance têm objetivos diferentes.

Open Insurance

Permite que clientes compartilhem seus dados de seguros com outras instituições autorizadas, possibilitando novos serviços, ofertas e experiências.

 

SRO

Tem foco regulatório e busca padronizar o registro de operações do mercado para fins de supervisão, auditoria e transparência. Apesar disso, os dois modelos são complementares. Ambos exigem que as instituições consigam:

  • estruturar dados de forma padronizada
  • integrar sistemas internos com plataformas externas
  • garantir rastreabilidade e governança das informações

Na prática, essas iniciativas aceleram uma transformação estrutural no setor: seguradoras precisam se tornar organizações orientadas por dados e APIs.

 

Os desafios tecnológicos do SRO para as seguradoras

Embora o conceito do SRO seja relativamente simples, sua implementação traz desafios importantes para as instituições.

Entre os principais estão:

  • Integração com sistemas legados

Muitas seguradoras possuem sistemas antigos que não foram projetados para compartilhar dados de forma estruturada.

 

  • Padronização de dados

Informações relacionadas a contratos, sinistros e movimentações financeiras muitas vezes estão espalhadas por diferentes sistemas.

 

  • Governança e qualidade da informação

Como os dados passam a ter uso regulatório, a consistência das informações se torna crítica.

 

  • Automação do envio de dados

O envio de informações precisa acontecer de forma contínua, padronizada e dentro dos prazos definidos pela regulação.

 

Como a iblue apoia o mercado segurador

Na prática, a adoção do SRO exige muito mais do que desenvolver integrações.

Ela exige uma arquitetura capaz de coletar, transformar e padronizar dados provenientes de diferentes sistemas.

É justamente nesse ponto que a iblue tem apoiado instituições do mercado financeiro e segurador.

A empresa possui forte atuação e grandes parcerias em plataformas de APIs, arquitetura de dados e integração entre sistemas.

Com equipes de engenharia especializadas no mercado segurador, a iblue vem atuando diretamente ao lado de grandes instituições, a iblue ajuda empresas a estruturar plataformas capazes de:

  • coletar dados de diferentes sistemas
  • transformar informações para layouts regulatórios
  • garantir padronização e qualidade dos dados
  • automatizar o envio de informações para sistemas externos

Em outras palavras, o desafio do SRO é, essencialmente, um desafio de arquitetura de dados e integração — áreas nas quais a iblue possui forte expertise.

 

Para entender melhor os desafios práticos de implementação do SRO, veja também nosso artigo: Arquitetura de pagamentos para o novo mercado financeiro

 

Sua arquitetura está preparada para o SRO?

A evolução do SRO e das iniciativas de Open Insurance está aumentando significativamente a complexidade das arquiteturas tecnológicas no setor segurador.

Instituições que desejam acompanhar essa evolução precisam estruturar plataformas capazes de integrar sistemas, organizar dados e automatizar processos regulatórios.

A iblue tem apoiado organizações nesse processo, ajudando a construir arquiteturas de dados e integração preparadas para esse novo cenário.

 

Veja também como ajudamos instituições financeiras a estruturar arquiteturas para atender ao Open Finance: APIs para Open Insurance: compartilhando dados com segurança 

 

Deep Dive Técnico | Arquitetura de Dados para SRO e Open Insurance

Especialistas da iblue analisam sua arquitetura atual de dados e integração para identificar os ajustes necessários para atender às exigências do SRO e preparar sua instituição para o Open Insurance.

Solicite um Deep Dive técnico com nossos especialistas.