A participação da iblue no Prêmio Broadcast 2026 trouxe uma oportunidade valiosa para acompanhar algumas das principais discussões sobre Inteligência Artificial, inovação e transformação dos negócios.
Ao longo do evento, especialistas nacionais e internacionais compartilharam diferentes visões sobre o futuro da tecnologia. Mas, apesar dos temas variados, uma mensagem apareceu repetidamente: A Inteligência Artificial deixou de ser uma pauta exclusivamente tecnológica. Ela se tornou uma pauta de negócio.
Durante muitos anos, a discussão sobre IA esteve concentrada em áreas técnicas, laboratórios de inovação e times de tecnologia.
Hoje, ela chegou definitivamente à mesa das lideranças.
Não se trata mais de perguntar se a empresa utilizará IA.
A pergunta passou a ser como a IA será utilizada para gerar valor, acelerar decisões, melhorar experiências e criar vantagens competitivas.
O conceito de “IA First”
Avanish Sahai, uma das grandes referências globais em tecnologia e inovação no Vale do Silício, trouxe uma provocação poderosa ao falar sobre o conceito de “IA First”. A lógica é simples.
Antes de criar um novo processo, desenvolver uma nova solução ou iniciar um novo projeto, surge uma nova pergunta:
A Inteligência Artificial já não consegue fazer isso de forma melhor, mais rápida ou mais inteligente?
Essa mudança de mentalidade representa uma transformação profunda porque ela deixa de ser ferramenta complementar e passa a ser considerada desde o início das decisões estratégicas.
O desafio não é mais tecnológico
Ao mesmo tempo, ficou evidente que os desafios enfrentados pelas organizações já não estão concentrados apenas na tecnologia.
A maior parte das empresas já compreende o potencial da IA. O desafio agora está na execução.
Transformar tecnologia em resultado exige:
- Governança
- Integração entre áreas
- Mudança de processos
- Adoção pelas equipes
- Gestão da mudança
- Liderança
É justamente nesse espaço entre a tecnologia disponível e o valor efetivamente gerado que muitas iniciativas encontram seus maiores obstáculos.
Quanto mais IA, mais humano
Outro ponto relevante foi trazido pelo Nobel de Economia Christopher Pissarides.
Sua visão reforça que a Inteligência Artificial não deve substituir o potencial humano, mas ampliá-lo.
Enquanto atividades repetitivas tendem a ser automatizadas, habilidades como criatividade, empatia, pensamento crítico, colaboração e relacionamento tornam-se ainda mais valiosas.
Esse talvez seja um dos maiores paradoxos da transformação digital.
Quanto mais avançamos em tecnologia, mais importante se torna aquilo que é essencialmente humano.
A próxima vantagem competitiva
A tecnologia continuará evoluindo. Novas ferramentas continuarão surgindo. O acesso à IA será cada vez mais democratizado.
Por isso, a vantagem competitiva não estará apenas na adoção da tecnologia.Ela estará na capacidade das organizações de transformar tecnologia em resultado.
E essa continua sendo, acima de tudo, uma questão de estratégia, execução e pessoas.
Foi essa a principal reflexão que levamos do Prêmio Broadcast 2026.
A discussão sobre IA amadureceu. E agora pertence a toda a organização.

