Por Rafael D’Alessandro, CEO iblue Consulting
Nos últimos anos, ser uma empresa data-driven deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma exigência estratégica. Em setores complexos como meios de pagamento, bancos e seguradoras, os dados não são apenas ativos de negócio: são a base para inovação, segurança e eficiência.
Ainda assim, mesmo após investimentos em dados e analytics, muitas organizações não conseguem transformar o discurso em prática. A pergunta é inevitável: por que tantas empresas data-driven não conseguem alcançar esse objetivo?
1. A cultura ainda é o maior obstáculo
O que tenho percebido é que o primeiro desafio não está na tecnologia, mas nas pessoas.
O primeiro desafio não está na tecnologia, mas nas pessoas. Ser uma empresa data-driven exige mudança cultural — e muitos gestores ainda se apoiam em decisões baseadas em intuição ou experiência passada.
Sem engajamento da liderança, a cultura não se transforma. No setor financeiro, essa resistência pode limitar a adoção de soluções que antecipam fraudes, personalizam ofertas ou otimizam processos de crédito de forma simples e rápida.
2. Silos de informação continuam travando o negócio
Outro gargalo recorrente é a fragmentação de dados. Em muitas instituições financeiras, as informações ainda estão distribuídas entre sistemas, departamentos e plataformas que não conversam entre si. Estudos apontam que cerca de 21% das empresas declaram ter entre 20 e 50 diferentes repositórios de dados para alimentar seus sistemas, seja BI ou Analytics. Isso significa dados dispersos entre adquirentes, carteiras digitais, emissores e gateways.
Porque sem integração, a empresa perde a capacidade de enxergar “o negócio” de forma unificada e, consequentemente, de gerar insights estratégicos.
3. Falta de governança e qualidade dos dados
Não gerenciar fontes e formatos de dados diversos. É preciso confiar neles. Segundo o relatório da IBM Global AI Adoption Index 2022, cerca de 1/4 das empresas enfrentam desafios para garantir a segurança dos dados e assegurar a governança de dados adequada.
4. Tecnologia sem estratégia não gera valor
Por isso que pra mim tecnologia é “apenas” o meio para se chegar ao resultado. Vejo muitas organizações investindo em inteligência artificial, big data e nuvem apenas para “seguir a tendência”. O resultado é uma coleção de ferramentas caras e sofisticadas, mas desconectadas dos objetivos de negócio.
Ser data-driven vai além de ter tecnologia: significa transformar dados em valor real, seja reduzindo custos, prevenindo fraudes, melhorando a experiência do cliente e com possibilidades em tantas outras áreas. Do jurídico ao RH, passando pela empresa como um todo.
5. Escassez de talentos especializados
Por fim, não podemos ignorar a falta de profissionais qualificados para colocar a mão da massa e entregar o que é preciso. Sem especialistas capazes de transformar informação bruta em inteligência estratégica, a empresa corre o risco de acumular dados sem conseguir extrair valor deles.
Caminhos para avançar rumo a ser uma empresas data-driven
Apesar dos desafios, há caminhos claros para que bancos, seguradoras e empresas de meios de pagamento avancem:
- Investir em modernização, integração e arquitetura, criando uma cultura de dados que incentive líderes a tomarem decisões baseadas em fatos.
- Implementar governança robusta, alinhada à LGPD, compliance e outras normas.
- Alinhar tecnologia e estratégia, garantindo impacto real no negócio.
- Contar com times multidisciplinares especialistas em dados: da organização a análise.
É justamente nesse ponto que a iblue desempenha um papel fundamental. Ao apoiar empresas nas definições estratégicas, na implementação de soluções tecnológicas personalizadas e na construção de uma cultura orientada por dados, contribuímos para que organizações do setor financeiro possam transformar dados em inteligência de negócio — de forma escalável, segura e com impacto direto nos resultados.
Está na hora da sua empresa transformar dados em valor real.
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