Agentes de IA nas empresas: iblue e Anthropic unem capacidades para levar IA à operação

Da IA que responde à IA que executa: como agentes inteligentes começam a transformar processos, decisões e operações.

Depois de um primeiro ciclo marcado por assistentes capazes de gerar conteúdo, responder perguntas, resumir informações e apoiar atividades individuais, as organizações começam a olhar para um desafio mais complexo: como incorporar a IA aos processos que realmente fazem o negócio funcionar?

A discussão, portanto, passa a ser sobre o que ela pode ajudar uma organização a fazer de maneira diferente.

É nesse contexto que a iblue passa a integrar o ecossistema de parceiros da Anthropic, empresa responsável pelo Claude.

A parceria amplia nossa capacidade de combinar Inteligência Artificial com dados, arquitetura, engenharia, integração e processos para apoiar organizações na construção de soluções de IA conectadas à realidade do negócio.

Porque colocar IA em produção exige contexto, dados confiáveis, integração com sistemas, governança, segurança e compreensão profunda dos processos que serão transformados.

IA em produção exige orquestração

Uma das grandes diferenças entre experimentar e incorporar Inteligência Artificial à operação está na quantidade de elementos que precisam funcionar juntos.

Imagine um agente responsável por apoiar um processo de atendimento, analisar uma solicitação financeira ou auxiliar uma equipe na resolução de um incidente tecnológico.

Para executar seu trabalho, esse agente pode precisar consultar diferentes fontes de dados, interpretar documentos, acessar sistemas corporativos, respeitar regras de negócio, acionar APIs, registrar suas ações e, em determinados momentos, solicitar a intervenção de uma pessoa.

A inteligência do modelo é apenas uma parte dessa equação. É preciso construir todo o ambiente ao redor dele.

É justamente nessa camada que a parceria entre iblue e Anthropic ganha relevância.

A experiência da iblue em Dados & IA, engenharia, cloud, arquitetura, integração e automação se conecta à tecnologia da Anthropic para criar soluções capazes de avançar dos experimentos para aplicações integradas aos processos corporativos.

Da assistência à execução: o avanço dos agentes inteligentes

Grande parte da primeira onda da IA Generativa chegou às empresas por meio de copilotos, ajudando profissionais a pesquisar informações, produzir conteúdos, analisar documentos, desenvolver software e realizar inúmeras outras atividades com mais produtividade.

Os agentes representam um passo adiante, podendo ser desenhados para participar de fluxos de trabalho mais amplos, interagindo com ferramentas e informações necessárias para atingir determinados objetivos. E isso abre espaço para aplicações em diferentes áreas da organização.

  • Em operações, agentes podem apoiar monitoramento e tratamento de ocorrências.
  • Em atendimento, podem reunir informações distribuídas antes de uma interação com o cliente.
  • Em tecnologia, podem auxiliar investigação de incidentes e atividades de desenvolvimento.
  • Em processos administrativos, podem interpretar documentos, validar informações e encaminhar atividades conforme regras previamente estabelecidas.

A pergunta é: “Quais processos poderiam funcionar de uma maneira fundamentalmente diferente com IA?”

E essa é uma discussão muito mais estratégica.

Squad & Engineering em uma nova fase

Ferramentas como o Claude Code ampliam a participação da Inteligência Artificial no ciclo de desenvolvimento, apoiando atividades como compreensão de bases de código, implementação, correção de problemas e outras tarefas. Mas, o maior potencial não está simplesmente em escrever código mais rápido. Está em repensar a própria forma como os times de tecnologia trabalham.

Desenvolvedores podem dedicar menos esforço a atividades repetitivas e concentrar mais energia em arquitetura, decisões complexas, qualidade e problemas que exigem contexto.

Isso também traz novas questões para CIOs e líderes de engenharia:

  • Como incorporar agentes ao ciclo de desenvolvimento?
  • Quais atividades podem ser delegadas?
  • Quais precisam permanecer sob supervisão humana?
  • Como garantir qualidade, segurança e governança?
  • Como medir o impacto real sobre produtividade e resultados?

A evolução da engenharia com IA é, também, uma discussão sobre uma nova capacidade de desenvolvimento dentro das organizações.

Dados continuam sendo a fundação

Rafael D´Alessandro, CEO da iblue, defende a tese que “quanto mais a IA participa das operações, mais importante se torna a qualidade do contexto que recebe. Um agente pode ser extremamente sofisticado e, ainda assim, produzir uma decisão inadequada se trabalhar com informações inconsistentes, desatualizadas ou sem contexto. Por isso, a evolução da IA também amplia a importância de temas como arquitetura e governança de dados”.

Antes de permitir que agentes consultem informações e participem de processos, organizações precisam responder perguntas fundamentais:

  • Qual é a fonte confiável para determinado dado?
  • Quem pode acessá-lo?
  • Qual contexto precisa acompanhar essa informação?
  • Como garantir qualidade e rastreabilidade?
  • Quais regras precisam ser respeitadas?

A IA torna ainda mais evidente uma realidade que já existia: dados confiáveis não são apenas um ativo analítico. São infraestrutura para automação e tomada de decisão.

“É por isso que a combinação entre plataformas de dados, governança, integração e Inteligência Artificial passa a ser cada vez mais importante para organizações que desejam avançar da experimentação para a escala”, completa o CEO.

Um ecossistema para transformar IA em capacidade

Para Rafael D´Alessandro, a chegada da Anthropic fortalece um ecossistema tecnológico construído para responder a diferentes camadas da transformação. “Não acreditamos que uma única tecnologia seja capaz de resolver todos os desafios de uma organização.U ma iniciativa de IA exige dados estruturados em plataformas modernas, aplicações executadas em cloud, APIs conectando sistemas, bancos de dados operacionais, automação de processos e agentes atuando sobre todo esse ambiente. O papel da iblue é justamente conectar essas capacidades”, explica o CEO.

Isso significa poder combinar Claude com arquiteturas de dados, sistemas corporativos, APIs, aplicações e processos já existentes, escolhendo a abordagem adequada para cada contexto.

A tecnologia é uma parte fundamental da transformação, mas é a capacidade de orquestrá-la que transforma potencial tecnológico em resultado de negócio.

Da PoC à transformação real

Nos últimos anos, muitas organizações experimentaram Inteligência Artificial, mas quantos  deles conseguem se transformar em capacidades reais, governadas, integradas e escaláveis?

Roberto D´Alessandro, CRO da iblue entende que “é nessa transição que vemos o maior potencial da parceria entre iblue e Anthropic. Não se trata de adicionar apenas mais uma tecnologia ao nosso portfólio. Trata-se de ampliar nossa capacidade de ajudar nossos clientes a conectar Inteligência Artificial aos dados, sistemas, pessoas e processos que sustentam seus negócios. Porque acreditamos que empresas não competem por tecnologia. Competem por capacidade”.

E, na era dos agentes inteligentes, uma das capacidades mais importantes será justamente transformar IA em uma nova forma de trabalhar, decidir e executar.

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